domingo, 6 de fevereiro de 2011
Casamento Eterno!
Alguna dias atras, vasculhando algumas Aliahonas que tenho guardadas, encontrei uma na qual adoro ler os as mesangens que ela tras.
Como estou me preparando para entrar no templo do senhor no final do ano com meu noivo, encontrei nela um discurso muito bom sobre casamento no templo. Uma mensagem que merece ser compartilhada, pelos simples fato de transmitir realmente o significado de casamento no templo.
Casamento Eterno
ÉLDER F. BURTON HOWARD
Se você quer que alguma coisa dure para sempre, deve
tratá-la de modo diferente. (...) Ela torna-se especial
porque você a fez especial.
Há alguns anos, minha esposa e
eu fomos a uma recepção de
casamento ao ar livre. Mais
cedo naquele dia estivéramos no
templo, onde dois jovens que conhecíamos
haviam-se casado para o
tempo e toda eternidade. Eles estavam
muito apaixonados. As circunstâncias
em que haviam-se conhecido
foram quase milagrosas. Muitas lágrimas
de felicidade foram derramadas.
Ficamos na fila de cumprimentos ao
final de um dia perfeito. À nossa
frente estava um amigo bastante próximo
da família. Ao aproximar-se do
casal ele parou, e com uma linda e
límpida voz de tenor cantou para eles
as emocionantes palavras do livro de
Rute: “(...) aonde quer que tu fores
irei eu, e onde quer que pousares, ali
pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;
Onde quer que morreres morrerei eu
(...)”. (Rute 1:16–17)
Fomos profundamente tocados e
ficamos tranqüilos quanto à perspectiva
de felicidade deles, em parte,
suponho, porque minha esposa e
eu temos essas mesmas palavras na
parede de nossa casa por muitos
anos.
Infelizmente, o significado dessas
lindas palavras está-se desvanecendo.
Um número muito grande de casamentos
hoje em dia termina em
divórcio. O egoísmo, o pecado e a
conveniência pessoal muitas vezes
prevalecem sobre os convênios e
compromissos.
O casamento eterno é um princípio
que foi estabelecido antes da fundação
do mundo e que foi instituído
nesta Terra antes que a morte nela
entrasse. Adão e Eva foram entregues
um ao outro por Deus no Jardim do
Éden antes da Queda. A escritura diz:
“No dia em que Deus criou o homem,
à semelhança de Deus o fez. Homem
e mulher os criou; e os abençoou
(...)”. (Gênesis 5:1–2) (grifo do autor)
Os profetas têm ensinado de
maneira invariável que o elemento
mais perfeito e culminante do grande
plano de Deus para abençoar Seus
filhos é o casamento eterno. O
Presidente Ezra Taft Benson declarou:
“A fidelidade ao convênio do casamento
traz a mais plena alegria nesta
vida, e recompensas gloriosas na vida
futura”. (The Teachings of Ezra Taft
Benson [1988], pp. 533-534). O
Presidente Howard W. Hunter descreveu
o casamento celestial como “a
suprema ordenança do evangelho”, e
esclareceu que apesar de poder levar
“muito mais tempo [para alguns], talvez
até além desta vida mortal”, ele
não será negado a nenhum indivíduo
digno. (Teachings of Howard W.
Hunter, ed. Clyde J. Williams [1997],
pp. 132, 140) O Presidente Gordon B.
Hinckley chamou o casamento eterno
de “uma coisa maravilhosa” (ver “O
Que Deus Ajuntou”, A Liahona, julho
de 1991, p. 80) e uma “dádiva mais
preciosa que todas as outras”. (“O
Casamento que Perdura”, A Liahona,
novembro de 1974, p. 49)
Entretanto, não obstante a grandiosidade
e glória dessa dádiva, ela
não é gratuita. Na realidade, é condicional,
e quando outorgada, pode ser
removida se não observarmos as condições
do convênio que a acompanha.
A seção 131 de Doutrina e
Convênios diz-nos que:
“Na glória celestial há três céus ou
graus; E para obter o mais elevado, um
homem (e é claro que isto significa
uma mulher também) precisa entrar
nesta ordem do sacerdócio [que significa
o novo e eterno convênio do casamento]
(...).” (D&C 131:1–2)
Um convênio é uma promessa
sagrada. Prometemos fazer algumas
coisas e Deus compromete-Se a fazer
outras. Àqueles que guardam o convênio
do casamento Deus promete a
plenitude de Sua glória, vidas eternas,
descendência eterna, exaltação no
reino celestial e uma plenitude de alegria.
Todos nós sabemos disso, mas
algumas vezes não pensamos muito
sobre o que nós temos de fazer para
receber essas bênçãos. As escrituras
parecem dizer claramente que pelo
menos três obrigações são inerentes a
esse convênio.
Primeiro, um casamento eterno é
eterno. Eterno implica em crescimento
e melhora contínuos. Significa
que o relacionamento no casamento
que o homem e sua mulher tentarão
honestamente aperfeiçoar-se.
Significa que o relacionamento no
casamento não deve ser frivolamente
descartado ao primeiro sinal de discordância
ou quando os tempos ficam
difíceis. Significa que o amor ficará
mais forte com o tempo, e que se
estende para além da sepultura.
Significa que cada parceiro será abençoado
com a companhia do outro
parceiro para sempre, e que os problemas
e diferenças também poderão
ser resolvidos, porque eles não irão
separar-se. Eterno significa arrependimento,
perdão, longanimidade,
paciência, esperança, caridade, amor
e humildade. Todas essas coisas estão
envolvidas em tudo o que é eterno, e
com certeza precisamos aprendê-las e
praticá-las se pretendemos conseguir
um casamento eterno.
Segundo, um casamento eterno é
ordenado por Deus. Isso significa que
as partes envolvidas no convênio do
casamento concordam em convidar
a Deus para fazer parte de seu casamento,
em orarem juntas, em guardarem
os mandamentos e em manterem
os desejos e paixões dentro de certos
limites que foram delineados pelos
profetas. Significa serem companheiros
iguais, e serem tão autênticos e
puros fora de casa quanto o são
dentro do lar. Isso faz parte do que
significa ser ordenado por Deus.
Terceiro, o casamento eterno é um
tipo de sociedade com Deus. Ele promete
uma continuação das vidas
àqueles que são selados no templo.
Existe uma união com o Criador que
está implícita no mandamento dado a
Adão e Eva para que se multiplicassem
e enchessem a Terra. Existe uma
obrigação de ensinar aos filhos o
evangelho, pois eles são filhos Dele
também. É por isso que temos a noite
familiar e o estudo das escrituras, as
conversas sobre o evangelho e o serviço
ao próximo. Deveria ser uma
obrigação apoiar e suster um ao outro
nos chamados e papéis que cada um
deve desempenhar. Como podemos
dizer que somos um com Deus se não
podemos nos apoiar uns aos outros
quando a esposa é chamada a servir
na Primária ou o marido no bispado?
Assim, o convênio do casamento
implica no mínimo três coisas, e provavelmente
outras. Pode ser que eu
me engane, mas não muito, quando
digo que aqueles que abusam da
esposa ou do marido, verbal ou fisicamente,
ou aqueles que aviltam ou
rebaixam ou exercem domínio injusto
em um casamento, não estão guardando
o convênio. Tampouco o estão
fazendo os que negligenciam os mandamentos
ou falham em apoiar seus
líderes. Mesmo aqueles que apenas
recusam chamados, negligenciam os
vizinhos ou assumem um comportamento
moderadamente mundano
estão-se arriscando. Se não estivermos
guardando a nossa parte no convênio,
não temos promessa alguma.
Acima de tudo, penso que o casamento
eterno não pode ser alcançado
sem que haja empenho em fazê-lo
dar certo. A maior parte do que sei a
respeito deste assunto aprendi com
minha companheira. Somos casados
por quase 47 anos agora. Desde o
princípio ela sabia que tipo de casamento
queria.
Começamos como pobres estudantes
universitários, mas a visão dela
sobre o nosso casamento foi exemplificada
por um jogo de talheres de
prata. Como é comum acontecer
atualmente, quando nos casamos ela
inscreveu-se em uma loja de departamentos
local. Em vez de fazer uma
relação de todos os utensílios e panelas
e eletrodomésticos de que necessitávamos
e que esperávamos receber,
ela escolheu outro caminho. Pediu
utensílios de prata. Ela escolheu um
modelo e a quantidade, relacionando
facas, garfos e colheres na lista de presentes
de casamento, e nada mais.
Nenhuma toalha, torradeira ou televisor;
apenas facas, garfos e colheres.
A festa de casamento chegou e do
mesmo modo terminou. Nossos amigos
e os amigos de nossos pais
deram-nos presentes. Partimos para
uma breve lua-de-mel e decidimos
abrir os presentes quando voltássemos.
Quando o fizemos, ficamos chocados.
Não havia uma única faca ou
garfo entre os presentes. Fizemos
daquilo uma brincadeira e continuamos
com a vida.
Dois filhos nasceram enquanto
estávamos na faculdade de Direito.
Não tínhamos como guardar
dinheiro. Mas quando minha esposa
trabalhava como fiscal eleitoral em
período parcial ou quando alguém
dava a ela alguns dólares por ocasião
de seu aniversário, ela discretamente
separava o dinheiro, e quando tinha o
suficiente ia à cidade para comprar
um garfo ou uma colher. Demorou
vários anos até que acumulássemos
peças suficientes para podermos usálas.
Quando afinal tínhamos um serviço
para quatro pessoas, começamos
a convidar alguns de nossos amigos
para jantar.
Antes da chegada deles, conversávamos
um pouco na cozinha. Quais
talheres usaríamos, os surrados e
desemparelhados inoxidáveis ou o serviço
especial de prata? Naquela época
eu muitas vezes votava pelos inoxidáveis.
Era mais fácil. Bastava enfiá-los
na máquina de lavar louças e pronto.
Por outro lado, os talheres de prata
significavam bastante trabalho. Minha
esposa escondia-os embaixo da cama,
onde não seriam facilmente encontrados
por um gatuno. Ela insistiu para
que eu comprasse um tecido antioxidação
para embrulhá-los. Cada peça
ficava em uma bolsinha separada, e
não era uma tarefa fácil montar todas
as peças. Quando a prata era usada,
tinha que ser lavada e secada à mão
para que não manchasse, colocada de
volta nas bolsinhas para que não escurecesse,
embrulhada e cuidadosamente
escondida de novo para que
não fosse roubada. Se qualquer escurecimento
fosse detectado, ela pedia que
eu saísse para comprar limpa prata, e
juntos esfregávamos as manchas cuidadosamente
para eliminá-las.
Com o passar dos anos fomos
ampliando o conjunto, e eu observava
admirado como ela cuidava da prata.
Minha esposa jamais foi uma pessoa
que ficasse zangada com facilidade.
Contudo, lembro-me do dia em que
um de nossos filhos de alguma forma
pegou um dos garfos de prata e queria
usá-lo para escavar o quintal. Essa
tentativa foi respondida com um
olhar penetrante e furioso e uma
advertência para que nem mesmo
pensasse em fazer aquilo. Jamais!
Percebi que a prataria nunca esteve
presente nos muitos jantares preparados
por ela na ala, e nunca acompanhou
as muitas refeições que ela
aprontou e mandou a outras pessoas
que estavam doentes ou necessitadas.
Nunca foi usada em piqueniques e
nunca foi usada em acampamentos.
Na verdade, nunca foi a parte alguma;
e, com o passar do tempo, não foi
nem mesmo usada à mesa com muita
freqüência. Alguns de nossos amigos
foram pesados na balança e achados
em falta, e nem mesmo ficaram
sabendo. Foram servidos com os inoxidáveis
quando vieram para jantar.
Chegou a época em que fomos
chamados para servir em uma missão.
Cheguei em casa um dia e fui informado
de que tinha que alugar um
cofre num banco para a prataria. Ela
não queria levá-la conosco. Não queria
abandoná-la e não queria perdê-la.
Durante anos pensei que ela fosse
apenas um pouco excêntrica, e então
um dia percebi que ela sabia há muito
tempo algo que eu estava apenas
começando a compreender. Se você
quer que alguma coisa dure para
sempre, deve tratá-la de modo diferente.
Você a defende e a protege.
Você nunca abusa dela. Você não a
expõe aos elementos. Você não a
torna comum ou trivial. Caso ela
venha a ficar oxidada, você amorosamente
dá polimento a ela até que
resplandeça como nova. Ela torna-se
especial porque você a fez especial,
e a sua beleza e preciosidade aumentam
com o passar do tempo.
O casamento eterno é exatamente
assim. Precisamos tratá-lo exatamente
dessa forma. Oro para que possamos
enxergá-lo como a inestimável dádiva
que ele é, em nome de Jesus Cristo.
Amém. ■
ÉLDER F. BURTON HOWARD
Dos Setenta
Casamento Eterno
O que esperam de nos moças Sud!
Mostrem-me uma jovem que ame o lar e a família, que leia e pondere as escrituras diariamente, que possua um testemunho candente do Livro de Mórmon. Mostrem-me uma jovem que frequente fielmente as reuniões da Igreja, que se tenha formado no seminário, que haja conquistado o Certificado das Moças e use seu medalhão com orgulho! Mostrem-me uma moça virtuosa e que tenha mantido sua pureza pessoal, que não aceite nada menos do que um casamento no templo, e eu lhes mostrarei uma jovem que realizará milagres para o Senhor, agora e por toda a eternidade"
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